Os cerca de 250 índios que invadiram a usina hidrelétrica de Dardanelos, em Aripuanã (MT), deixaram o local na noite desta terça-feira (27). O acordo só foi possível depois que Funai (Fundação Nacional do Índio), empresa e governo concordaram em definir ações que visem diminuir o impacto ambiental da obra.
Segundo a Funai, será elaborado um Plano Básico Ambiental a ser entregue pelos responsáveis da obra nos próximos dias. O plano contempla ações de “compensação e mitigação” ao impacto ambiental gerado pela hidrelétrica.
A expectativa é que o programa contemple o repatriamento do material arqueológico ali presente, uma vez que os índios alegam que a hidrelétrica está sobre um cemitério sagrado. Outra exigência é apoio a capacitação de professores e construção de alojamentos para os estudantes indígenas que tem dificuldade de voltar para as aldeias.
Negociação
Desde o primeiro dia da invasão, domingo (25), indígenas, técnicos da Funai, órgãos estaduais e municipais e representantes do empreendimento e do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) se reuniram diversas vezes.
Na noite de segunda-feira (26), todos os reféns foram liberados. No momento da invasão, 280 trabalhadores foram rendidos, mas liberados no final do dia. Até o acordo final, quatro engenheiros da hidrelétrica eram feitos reféns.

