Campo Grande, Domingo, 05 de setembro de 2010
Terça-feira, 27 de julho de 2010 18:00           Tamanho do texto

Operação da PF contra pedofilia prende 20 pessoas


R7.com / Redação MS Record


A operação Tapete Persa, deflagrada Polícia Federal para combater a exploração sexual e a pedofilia na internet, prendeu 20 pessoas em flagrante nesta terça-feira (27). Cumprindo 81 mandados de busca e apreensão, mais de 400 agentes da PF procuraram computadores com vídeos e imagens de pornografia infantil em 54 cidades em nove Estados e no Distrito Federal, em todas as regiões do Brasil.

De acordo com os delegados Stênio Santos Souza e Marcelo Bórsio, responsáveis pela operação, o número de prisões ainda deve aumentar até o final do dia, pois cerca de metade dos mandados ainda estava sendo cumprida na tarde desta terça. Além das prisões em flagrante, foram feitos três indiciamentos de pessoas que não estavam próximas aos computadores com o material ilegal no momento das buscas.

As prisões foram feitas em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Espírito Santo, em Alagoas, em Goiás e no Distrito Federal. Além desses Estados, foram cumpridos mandados também em Minas Gerais e Santa Catarina, mas até as 15h30 desta terça não foram registradas prisões nesses locais.

De acordo com os delegados, além do material de pedofilia trocado pela internet, foram encontradas imagens de atos de pornografia infantil sendo cometidos pelas pessoas que compartilhavam o material. Em alguns dos locais buscados, foram apreendidos ainda drogas e armas. Se condenados, os suspeitos podem pegar até 15 anos de prisão.

Entre os presos estavam um menor e um coronel de polícia. Os delegaos não informaram, entretanto, em quais Estados foram feitas essas duas prisões.

Para a operação, A PF trabalha em cooperação com a Polícia Internacional e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, localizada no sudoeste da Alemanha.

Segundo a PF, a Tapete Persa teve origem durante a operação Perserttepich & Collection, deflagrada em junho do ano passado pela polícia alemã, que realizou o monitoramento de redes ponto a ponto (P2P) na web, utilizadas para o compartilhamento de arquivos de imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Após realizar a varredura na internet, a polícia alemã identificou milhares de suspeitos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Os fatos foram informados à representação da Interpol, no final do ano de 2008, chegando ao conhecimento da Divisão de Direitos Humanos da PF, que iniciou as investigações no primeiro semestre do ano seguinte.






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