Um levantamento feito pelo Sebrae constatou que o segmento de lan houses - estabelecimentos que oferecem acesso à internet - precisa se reinventar. Esse tipo de comércio estaria perdendo força. Reflexo das facilidades que a população tem, atualmente, para se conectar à rede mundial de computadores dentro de casa.
No bairro Moreninha três, região sul de Campo Grande, uma das inúmeras casas de acesso à internet que funciona há dois anos no bairro, tinha um movimento intenso. Mas de uns tempos pra cá, se resume a crianças e adolescentes que buscam jogos eletrônicos em rede.
“As pessoas que tem computador em casa e a internet não é tão caro como antes e as pessoas não vem tanto quanto antes”, disse oempresário Diego de Medeiros.
É mesmo um fato, é cada vez maior o número de pessoas conectadas à rede mundial de computadores dentro de casa. Diante disso, uma pesquisa do Sebrae feita em Mato Grosso do Sul, no Sergipe e no Paraná constatou que as casas de acesso à internet precisam, o quanto antes, se reiventar.
A dica é que os donos de lan houses adotem as chamadas boas práticas empresariais.
“Uma acesso mais rápido a internet, oferecimento de lanches, horário mais flexível, tutoria para educação a distancia”, disse técnico do Sebrae Ricardo Santos.
Consultores explicam que a tendência natural é que as lan houses se transformem em centros de aprendizado, de popularização dos recursos de informática e de comunicação. O público alvo seriam as classes "c", "d" e "e".
Depois de ver o movimento da lan house cair, Diego resolveu investir na compra desta antena. O equipamento é capaz de distribuir o sinal da internet para até duzentas pessoas, que terão uma senha para fazer a conexão. Isso a um custo de quarenta reais.
“As pessoa já que não vem ao cyber nos podemos oferecer a internet pra casa deles”, disse Diego.
Estudos indicam que - atualmente - 66% dos brasileiros tem acesso à internet. (Colaborou Juliana Lanari)

