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O juiz da Infância e Adolescência de Campo Grande, Danilo Burin, acompanhou a imprensa nesta manhã em uma visita à Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco em Campo Grande, e constatou situação que ele classificou como “insustentável”. Os adolescentes mostraram que utilizam água de vasos sanitários para tomarem banho e lavarem as roupas.
Entre as várias irregularidades encontradas, além da situação de uso de água de vasos sanitários, goteiras em dias de chuva, gambiarra na fiação elétrica dentro e fora das celas onde os internos ficam alojados. Ainda é possível ver várias baratas em buracos e trincos de fechaduras de portas, no prédio.
Ainda durante a visita, foi denunciado, que por conta da gambiarra da energia, a última ronda dos agentes é feita às 17h, quando ainda há luz natural. Depois disso, não há energia. Os agentes que trabalham no local tiram dinheiro do próprio bolso para comprar pilhas.
Atualmente, a Unei Dom Bosco abriga 67 adolescentes quando a capacidade é de 54 pessoas.
Os adolescentes devem ser transferidos para outras unidades educacionais como a Unei Los Angeles em Campo Grande, até que seja restabelecida as condições do prédio.
“Chegou a um ponto absurdo. É impossível um jovem se recuperar dentro de um prédio como esse no meio do mato”, criticou Burin.
Um dos adolescentes que falou à reportagem da TV MS Record, disse que não pretende voltar para a unidade “porque a situação faz sua mãe chorar”.
Denúncia já publicada pela TV MS Record
O programa da TV MS Record, Balanço Geral, já vinha relatando denúncias das condições precárias encontradas pela equipe de reportagem que esteve no local. No dia 15 de julho, a matéria mostrou denuncia anônima informava que o sistema elétrico da unidade é uma gambiarra, feita pelos próprios internos, que os adolescentes estão tomando banho com água do vaso sanitário, porque os chuveiros não funcionavam. Alguns estão com sarnas pelo corpo todo. O prédio ainda continua destelhado desde a última rebelião, no dia 12 de abril. Jovens tendo que dormir em pé porque a água das últimas chuvas alagou os alojamentos. Colchões e roupas molharam. Informação confirmada pela mãe de um interno.

