Campo Grande, Domingo, 05 de setembro de 2010
Domingo, 18 de julho de 2010 12:17           Tamanho do texto

Produtor cria porcos caipira com sistema extensivo em Terenos


Redação MS Record


Diferente da produção de suínos nas granjas a criação de porcos caipira é feita no sistema extensivo, quem se dedica à atividade garante que nem mesmo vermífugos químicos são utilizados para manter a saúde dos animais.

O Record Rural foi até Terenos para mostrar como funciona a criação de porcos no sistema caipira, natural.

É no meio da pastagem que o porco criado no sistema caipira encontra o alimento. Em uma propriedade, em Terenos, os animais tem à disposição uma leguminosa rica em proteína. Uma vez ao dia, os funcionários oferecem - também - cana-de-açúcar e mandioca. Um jeito natural de criar suínos. Completamente diferente do que se vê nas granjas onde os animais ficam confinados e são alimentados apenas com ração.

No método caipira foi de Toshio Hiaseda, um visionário que há 35 anos trocou o Japão pelo Brasil.

Os mais de 1.500 animais ficam espalhados pela propriedade. Alguns exemplares são do porco monteiro, nativo do Pantanal. Outros, da raça Sorocaba, desenvolvida no interior de São Paulo e quase em extinção no país. O sistema de criação, é tão natural que nem vermífugo químico é aplicado nos suínos.

É a cinza que, misturada ao farelo de milho, ajuda no combate aos vermes.

As matrizes só deixam o pasto para ter os filhotes. Cerca de 30 dias antes de parir, a fêmea é trazida para a maternidade. O tratamento - nesse período de lactação - é especial.

Uma vez ao dia, é oferecida uma boa porção de farelo de milho. Já a entrada da luz do sol ajuda a combater bactérias e, consequentemente, o mau cheiro, comum nas granjas de suínos.

Com tantos cuidados, o desmame chega a ser feito em até 40 dias.

Todos os meses são comercializados - em média, na propriedade - de 50 a 100 leitões, mas a procura pelo porco criado no sistema caipira é mais procurado mesmo nas festas de fim de ano. Nos últimos 30 dias do ano, são vendidos até mil leitões e para atender essa demanda, o criador precisa fazer um planejamento.

Geralmente, o leitão é vendido com três, quatro meses, quando atinge um peso médio de dez quilos.


No sistema caipira de criação, o custo de produção se resume - basicamente - ao pagamento de salário dos funcionários.

Consciente da importância de aliar produção e preservação do meio ambiente, o criador não fala em lucro, apenas que empata o Capital e que o grande prazer dele é produzir uma carne de suíno mais magra, mais saudável.






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