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A lida na Embrapa gado de corte começa bem cedo. Lá, nada diferente de uma fazenda tradicional, a não ser o jeito feminino no manejo com o gado. Na Embrapa, a responsável pelos peões é uma peoa. Isso mesmo, Paula é quem cuida do rebanho de pesquisa.
No curral, a vacinação das matrizes e do lote da bezerrada que acaba de sair da desmama. É só dar uma "olhada" no tamanho dos bichos que logo dá pra perceber que o manejo com o "toque" feminino é feito no capricho.
Capricho que se percebe no tamanho e no peso da bezerrada. Por falar em peso, com a chegada do inverno o pasto na Embrapa também fica escasso. Por isso o plantel recebe suplemento alimentar.
“A gente está fazendo a desmama da bezerrada e vamos colocar no piquete para receber suplementação duas vezes por dia, de manhã e a tarde. É uma faze de adaptação, eles mamam depois vão para o confinamento”, explica a peoa Ana Paula Sivieiro Leite.
Falando em suplemento alimentar, nossa "aula" sobre o tema hoje é com um estudioso no assunto. Sérgio Raposo é pesquisador da Embrapa gado de corte. Há anos investiga as interferências do processo alimentar no desenvolvimento do gado. Peso, tamanho da carcaça, postura. Na empresa, a arroba ideal para terminação em um curto espaço de tempo se dá por causa da suplementação.
“O suplemento é algo que está trazendo o que não existe no lugar que você está suplementando. No caso suplementação estratégica na seca, basicamente, é nitrogênio, que é igual a proteína. Se você dá o que está faltando existe uma resposta, que é o aumente de consumo, ao invés do animal perder peso, ele ganha”, explica Sérgio.
Uma das vantagens da suplementação é encurtar o tempo de engorda. O peso do animal destinado a terminação é feita muitas vezes num prazo de 70 dias e pode começar logo após a desmama.
“Todo animal deve passar por um tempo de suplementação. O se pode fazer é dar suplementações diferenciada conforme a categoria do rebanho”, diz o pesquisador.
O desafio do produtor, independentemente da região que se encontra no Estado, é fornecer um suplemento rico em nutrientes. Na Embrapa o plantel se adaptou bem ao proteinado feito a base de farelo de soja, milho, sal comum, sal mineralizado e aditivos.
“Deve se usar fontes de proteína verdadeira, as duas fontes por excelência que a gente tem é o farelo de soja e o farelo de algodão. Há outras fontes através do biodiesel, tem o farelo de girassol”, orienta Raposo.
A alimentação concentrada ajuda no ganho de peso do animal. Mas é importante o produtor rural observar a quantidade que se deve ofertar ao gado. No período de estiagem, onde o pasto fica ralo e seco, o produtor deve usar sal com ureia e somente depois o preteinado.
Com o uso de um a dois gramas por quilo de peso vivo, o resultado de ganho de peso se transforma em certeza. O resultado? Um rebanho mais pesado.
“É importante que o produtor faça os cálculos pensando que ele está ganhando 200, 400 gramas a mais, que se ele não souber suplemantar, isso poderia ser perda de peso. Então ele não está ganhando apenas isso, ele ganha 600, 700 gramas a mais”, informa Sérgio.
Com a suplementação mineral o animal pode manter o peso, enquanto que o fornecimento da mistura múltipla ou sal proteinado é possível que o haja ganho de 200 a 400 gramas diários durante a seca. Vale reforçar que é preciso cuidar a quantidade de uréia a ser ofertada aos animais para evitar a intoxicação

