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08 de novembro de 2012 - 15h27 • Nenhum comentário

Fronteira Vigiada: Quantidade de usuários de drogas aumenta cada vez mais na fronteira

Em uma mesma noite a polícia fez vários flagrantes

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Foto: Lourival Furtado / TV MS Record Mercado consumidor que rende lucros milionários
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O drama de usuários de droga na terra dominada pelo tráfico. O acesso fácil a qualquer tipo de entorpecente rende cenas degradantes, de pessoas que cometem crimes para sustentar o vício. São os personagens da "Fronteira Vigiada" entre o Brasil e o Paraguai.

Sem dinheiro, o usuário de droga, menor de idade, implora por uma pedra de crack ao dono da boca-de-fumo. O homem se nega a entregar a droga sem pagamento. Fica irritado. Ameaça o adolescente com um facão. A negociação termina com o rapaz entregando a camiseta em troca de uma porção da droga.

A cena degradante, típica de grandes centros urbanos, está cada vez mais comum nas pequenas cidades da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Lugares que não são usados apenas como corredor pelo crime organizado. Nelas também há um intenso consumo de droga.

Do lado paraguaio, uma economia baseada no narcotráfico. Do lado brasileiro, um mercado consumidor que rende lucros milionários. A droga que circula em grande quantidade, cria um problema comum aos dois países. Uma legião de viciados misturados em uma terra de ninguém.

O entra e sai é constante. Em uma mesma noite a polícia fez vários flagrantes. Nas imagens, uma mulher coloca a pedra de crack no sutiã. Um homem chega de moto e, ao entrar, tira o dinheiro do bolso. Ele sai alguns minutos depois, sem nem mesmo ter tirado o capacete.

A cena se repete. Dessa vez é um rapaz de boné vermelho que entra na boca-de-fumo. Não demora muito, e ele sai correndo.

Em outro flagrante, o homem que está na bicicleta passa o dinheiro para o fornecedor da droga. O dono da boca sai e logo volta com a porção, discretamente entregue ao usuário.

No mesmo lugar, chega mais um comprador. O dinheiro e a droga são trocados rapidamente. Este rapaz é flagrado fumando crack tranquilamente.

A polícia tem mapeado e monitorado os principais pontos de venda e consumo de droga na fronteira, na tentativa de prender os traficantes. O desafio é identificar os fornecedores instalados na região.

“O diferencial do serviço de inteligência ma área policial é que ele permite a identificação de toda a cadeia produtiva e consumidora do tráfico, ele não foca estatística mera apreensão, mas sim a identificação dos diversos autores desse processo. Desde os produtores até o intermediário, que adquire esse entorpecente para remeter para o território nacional, aquele que transporta e aquele que encomenda, dentro do território”, ressaltou o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira.

As informações que o serviço de inteligência levanta sobre esse consumo interno de droga também são repassadas às equipes de combate ostensivo.

Na abordagem, quatro pessoas foram presas. Além da droga, foi encontrado um revólver calibre 38.

Para o comandante da Polícia Militar (PM) de Amambai, o consumo de droga pelos próprios moradores tem feito aumentar as ocorrências de crimes cometidos para que usuários sustentem o vício.

“Nos últimos meses nós temos feito esse levantamento estatístico e temos notado um aumento de furtos de pequenos objetos, isso deve refletir no consumo de drogas”, afirmou o comandante da PM, major Wilson César Velasquez. 

“É extremamente importante que o Governo Federal olhe com atenção o Mato Grosso do Sul porque hoje ele se desponta como estado de corredor por onde ingressa grande parte não só da maconha como também da cocaína, que é advinda dos estado estrangeiros”, concluiu o promotor. 

(Com colaboração de Luiz Felipe Fernandes, TV MS Record)


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