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06 de novembro de 2012 - 16h14 • Nenhum comentário

Mãe de criança torturada e estuprada pelo padastro afirma que não sabia dos atos de violência

Delagada disse também que a mãe está muito abalada com a situação

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Foto: Reprodução / TV MS Record Delegada afirma que outras pessoas serão ouvidas
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Ele é músico, tem 33 anos e confessou ter agredido brutalmente e abusado sexualmente do enteado de quatro anos. Os abusos teriam ocorrido durante aproximadamente 40 dias, na casa em que ele vivia com a mãe da vítima, na região do bairro Coophatrabalho. 

O agressor foi preso na última quinta-feira (1º), depois que a criança foi internada na Santa Casa. Os ferimentos chamaram a atenção dos médicos e agora, do Estado inteiro.

Queimaduras nas mãos, desidratação, febre e ferimentos em diferentes estágios de cicatrização levou os médicos da Santa Casa a acionarem a Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA). 

“Tudo isso indicava que ela teria sido vítima de maus tratos e que essas agressões teriam ocorrido em vários momentos, em vários dias, em datas diferentes. A partir daí nós iniciamos as investigações, requisitamos os exames, ouvimos a criança, e a criança relatou para o médico e para a psicóloga que quem teria provocado aquelas lesões seria o próprio padastro e que ele teria praticado aquela agressão para que a criança não contasse, segundo a criança, um segredo em comum entre eles”, relatou a delegada, Regina Márcia Rodrigues. 

Aos médicos, o menino de apenas quatro anos contou inicialmente que as agressões começaram a acontecer para que os abusos sexuais não fossem revelados a ninguém. Depois, a versão mudou: as agressões teriam ocorrido justamente porque o segredo já havia sido revelado.

A vítima continua internada na pediatria da Santa Casa de Campo Grande desde o dia 26 de outubro, e seu quadro é considerado estável. As investigações da DEPCA querem levantar agora se houve conivência da mãe, caso em que ela será indiciada por cumplicidade no crime de tortura. 

“Precisamos ouvir a criança novamente, ouvir testemunhas, a avó da criança também precisa ser ouvida a respeito desse caso para já estabelecer se ela tinha conhecimento ou não. Se ela tinha conhecimento e não tomou nenhuma providência, se omitiu também entra como participação no crime de tortura”, afirmou a delegada. 

A tortura inclui queimaduras com uma chaleira, perfuração de tímpanos com um garfo, e durante uma violência sexual, até a utilização de um cabo de vassoura. 

Os médicos da Santa Casa constataram lesões no diafragma, no fígado, fratura na costela e ferimentos em várias partes do corpo do menino. O agressor, que já tem passagens pela polícia por estelionato e violação de domicilio vai responder agora por tortura e estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado ao presídio de trânsito.

Hoje (6) pela manhã, a delegada que acompanha a investigação ouviu a mãe da criança. A delegada disse que a mãe afirma não ter tido conhecimento da violência e que nunca desconfiou dos abusos. Ela disse também que a mãe está muito abalada com a situação e bem preocupada com o filho que está internado. 

Amanhã (7), outras pessoas deverão ser ouvidas.

(Com colaboração de Silvio Ferreira, TV MS Record)


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