O carnaval é a festa do povo, e nada mais popular do que os cordões que, por onde passam atraem foliões. Em Campo Grande, um deles, o Bloco da Valú, mantém acesa a tradição do carnaval de rua.
Voltar no tempo, mesmo que por algumas horas relembrando sucessos do início do século passado é pra eles, a melhor parte do carnaval.
O Cordão da Valú foi criado há seis anos. A intenção é a mesma de muitos outros blocos de carnaval espalhados pelo país: dançar, brincar e curtir aquelas antigas marchinhas de carnaval.
“Como eu sou uma pessoa culta, linda e bonita, eu vim ajudar a resgatar as marchinhas e esse sentimento de carnaval mesmo. Que é valer tudo, mais valer tudo com muita qualidade”, diz folião.
O cenário não poderia ser melhor, a Vila dos Ferroviários, no centro histórico de Campo Grande. Tudo a ver com o tom de nostalgia do cordão que já virou tradição por aqui. É o carnaval da saudade ganhando novos e apaixonados foliões, a cada ano que passa
“A gente começou com mais ou menos 100 pessoas e agora é só dar uma olhada e ver como é que está”, diz Jeferson Contar, fundador do cordão.
O alto astral contagia, faz quem está parado entrar na festa.
“Eu estou descansando porque eu desfilei de madrugada e agora continuar, vamos nessa. É carnaval, é festa”, diz foliã.
Há quem prefira dar boas vindas ao cordão de outra maneira. O banho de mangueira ajuda a espantar o calor e já virou costume durante a passagem do bloco.
“Um sonho nosso, fazer o cordão, fazer um bloco que a gente pudesse sair fantasiado com os amigos e agora é o amigo, do amigo do amigo, a gente nem sabe mais. A gente está muito feliz com essa festa linda que a gente está fazendo para Campo Grande”, conta Silvana Valu, fundadora do cordão.
E hoje (20) à noite, tem desfile de blocos e cordões, a partir das 19h30, na avenida Calógeras, na Esplanada Ferroviária. A entrada é de graça.


