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17 de fevereiro de 2012 - 09h12 • 04 Comentários

Tarifa de ônibus na Capital passa a valer R$ 2,85 a partir de março

Sete feriados de 2012 terão tarifa diferenciada, no valor de R$ 1,00
Foto: Arquivo / Reprodução TV MS RecordNova tarifa começa a valer a partir de 1º de março
Kharina Prado, MS Record

A partir do dia 1° de março a tarifa de transporte coletivo em Campo Grande passa de R$ 2,70 para R$ 2,85. O reajuste foi de 5,56%, o percentual ficou abaixo da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses (6,22%). A capital só perde para Campinas (SP) e Brasília que cobram R$ 3,00 pela tarifa.

Prefeitura determinou ainda que seja cobrado tarifa diferenciada no valor de R$ 1,00, em sete feriados este ano. Determinação foi publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial do Município. Datas com cobrança diferenciada: 1º de Maio de 2012 (Dia do Trabalho); 13 de Maio de 2012 (Dia das Mães); 12 de Agosto de 2012 (Dia dos Pais); 26 de Agosto de 2012 (Aniversário da Cidade); 2 de Novembro de 2012 (Finados); 25 de Dezembro de 2012 (Natal); e 1º de Janeiro de 2013 (Ano Novo).

O índice foi fixado a partir da planilha elaborada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito, passou pelo crivo da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos e do Conselho de Regulação, órgão de controle social com representantes da sociedade, incluindo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Associação Brasileira de Defesa dos Consumidores, Cedampo.

Nos últimos seis anos, a tarifa acumula aumento de 58%, enquanto o salário mínimo aumentou no mesmo período, 139%. Em 2005, quando o salário mínimo era R$ 260,00 e a tarifa custava , R$ 1,80, o mínimo era suficiente para adquirir 144 passes. Agora, o mínimo de R$ 622,00, corresponde a 218 passes. O reajuste não traz impacto para 28% dos usuários, contingente que reúne os estudantes (20%), idosos e portadores de deficiência física (8%) que não pagam pelo transporte.

Tem efeito limitado o no orçamento de 320.742 passageiros, incluindo 301.135 detentores de vale-transporte e 19.607 que usam o passe-servidor. Estes trabalhadores por lei só gastam até 6% do salário com transporte coletivo. O diretor da Agetran, Rudel Trindade, exemplifica o caso de um trabalhador que ganha salário mínimo, R$ 622,00, se usar 44 passes por mês, vai pagar só R$ 0,85 por passe, 29,82% do preço da passagem.

O empregador que desconta 6% do vencimento do funcionário , valor equivalente a R$ 37,32, arca com o restante do custo (R$ 88,06) dos 44 passes necessários para um mês, R$ 125,38. O número de passageiros nos últimos cinco anos aumentou 10,65% (passando de 71.704.554 em 2006 para 79.338,057 em 2011). As gratuidades cresceram 104,18%, saltando de 10.651.224 em 2006, para 21.747.535 ano passado.

Parte do crescimento da gratuidade é atribuída ao sistema de integração,que permite ao passageiro atravessar a cidade de um outro a outro, pagando só uma passagem. Aumentou também a quilometragem percorrida pela frota (6,41%) e o IPKe(Índice de Passageiros equivalentes) caiu 9,21%, de 1,71 para 1,55. Ou seja, como os ônibus percorreram distâncias maiores caiu o número de usuários pagantes por quilômetro rodado.

O levantamento da Agetran mostra que o aumento de custo de vários insumos do transporte coletivo acabou repercutindo sobre o preço final da tarifa. Assim é que nos últimos 12 meses por exemplo, o preço de um pneu teve um aumento médio de 10,32%; os salários dos motoristas e cobradores subiram 7,80%; o preço do óleo diesel caiu 3,37%, mas os gastos com compra de chassi cresceram 10,19% . As despesas com pessoal representam 35,81% do custo operacional; combustível e lubrificantes, 18,33%.




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