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10 de fevereiro de 2012 - 16h16 • Nenhum comentário

Cerca de 20% da área destinada ao plantio do milho safrinha já está semeada em MS

Plantio começou há cerca de duas semanas
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Ainda tem agricultor colhendo a safra de verão, em compensação tem outros que já colocaram a sementes para a segunda safra no chão. E como sempre o milho é a opção dos produtores para este ciclo, o plantio pode ser feito de diferentes maneiras.

O plantio do milho safrinha em Mato Grosso do Sul começou há cerca de duas semanas, pelos cálculos de representantes do setor, 15 a 20% da área destinada ao plantio já estão semeados, algo em torno de um milhão de hectares.

Os custos de produção, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), giram em torno de R$1.091,64 por hectare para o milho solteiro, R$1.120,52 para o consorciado com a brachiária e R$1.195,29 para o milho transgênico, também no consórcio com a brachiária. Só a semeadura representa 53% do custo de produção.

“Os preços do grão estão bons, a expectativa é que se mantenham até melhor por conta principalmente do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Então esse custo não é muito mais alto que ano passado. Então, acredito que em torno de 50 sacos por hectare em média, o sujeito pelo menos empata e o que ele colher a mais, a grosso modo, já seria superávitl do lucro.E quem planta na safrinha, pelo menos colher bem mais que 50, 60 ou 70, depende muito de cada região. Então isso não é assustador não, está dentro da normalidade previsível”, explica Carmélio Ross, presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso do Sul (Aprosul). 

Um estudo feito pela Embrapa em Mato Grosso do Sul faz uma análise sobre a produção do milho safrinha. Com base em cálculos, o levantamento mostra se o investimento vale à pena. Neste momento os números indicam que sim.

O primeiro cenário da tabela usa como base o cultivo solteiro. Colhendo 70 sacas de milho safrinha por hectare e vendendo cada saca por R$ 23,30 centavos, o produtor consegue uma renda líquida de R$ 539,36 por hectare. No caso do cultivo consorciado com brachiária a renda cai para R$ 510,48 e no plantio de milho transgênico também consorciado com brachiária a renda líquida por hectare chega a R$ 435,71. Números positivos na opinião de Lucas Galvan, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

“Nós vivenciamos há pouco tempo um problema climático na safra de milho verão no Brasil, principalmente Paraná, Rio Grande do Sul tiveram perdas de produtividade, isso fez com que os preços permanecem altos, ou pelo menos que remunerasse o produtor, então hoje o preço está muito bom, diante das médias históricas, mas com os avanços da colheita, e com a entrada novos produtos provavelmente teremos uma redução nos preços nos próximos dias, mas ainda temos uma margem boa pro produtor trabalhar e conseguir ter uma boa rentabilidade nesta safra", diz Lucas.

O quinto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi divulgado ontem (9) e aponta que a safra de verão 2011/2012 deve chegar aos 157 milhões de toneladas com redução de 3,5% em comparação ao ciclo anterior. Mas a área cultivada cresceu chegando aos 51,5 milhões de hectares. Para a segunda safra, a expectativa é que sejam colhidas 25,7 milhões, um volume 20% maior que no ano passado.

(Colaborou Danielly Escher, TV MS Record)


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