A "novela" que tem como protagonistas os produtores rurais e o frigorífico Independência parece não ter fim. Até hoje todas as dívidas da empresa ainda não foram pagas, e os credores poderão pedir a falência da empresa na próxima assembléia prevista para o mês de abril.
Em recuperação judicial desde 2009, o frigorífico Independência enfrenta nova assembléia de credores no dia 30 de abril.
“A expectativa é a mesma expectativa presentes nas assembléias anteriores, que haja um eventual interesse na aquisição seja do patrimônio ou seja, de parte do Independência, que possibilite a retomada dos pagamentos das parcelas acordadas no plano de recuperação aprovado”, explica Carlo Coldibelli, assessor jurídico da Famasul.
“Todo o processo de recuperação judicial, caso haja o descumprimento do acordo ou caso não haja a concordância com a aprovação do plano de recuperação, o processo pode ser convertido em um processo de falência. E no processo de falência, o que acontece é que a empresa, o seu patrimônio é comercializado, leiloado, negociado e o que se apura de dinheiro é utilizado para o pagamento dos credores. Ocorre que a empresa deixa de existir e os credores vão receber de acordo com aquela lista de preferência que se encontra na lei de falência, que existe lá toda uma hierarquia. Para os fornecedores do frigorífico Independência, inclusive os pecuaristas que forneceram gado para o frigorífico, eles se encontram na situação de credor quiodorafário, que é aquele credor que tem um crédito, mais não tem nada que garanta o recebimento desse crédito. Essa condição de crédito é uma das últimas da lista de preferência da lei de falência. E caso seja mesmo efetuada uma falência, nenhum dos fornecedores receberá do frigorífico Independência , por causa da lei de falência dos créditos”, explicou Coldibelli.


