O agricultor faz tudo certinho, cultiva as hortaliças dentro dos padrões recomendados pela técnica, combate as pragas sem uso indiscriminado de produtos químicos e de repente lá vem a chuva e estraga todo o trabalho. No verão essa situação é bem comum nas hortas, mas um programa oficial vai dar uma ajuda para solucionar o problema.
Uma alternativa que vem ganhando espaço nas pequenas propriedades de Mato Grosso do Sul. No cultivo das folhagens, ela é quase indispensável devido as condições climáticas. Vinte e oito estufas foram doadas a produtores rurais que cultivam orgânicos e que estão inseridos na agricultura familiar. Ação piloto executada pelo município, em parceria com o Banco do Brasil e o Sebrae.
“Uma estufa como essa, que é alta, ela permite além das folhas, o cultivo de pimentão, de tomate, que também é muito difícil nessa época do ano” diz a engenheira agrônoma, Karla Betânia de Nadai.
Em Campo Grande, a idéia do projeto "cultivo protegido" surgiu a partir dos prejuízos registrados por conta das chuvas do verão passado. Com as estufas, as folhagens ficam mais seguras em relação á intensidade das chuvas e o excesso de sol.
“A redução de perda é muito grande, porque você evita as doenças, as pragas, as invasoras típicas desse período do ano. Então o produtor tem mais controle, o cultivo protegido a gente chama de cultivo controlado, porque você controla a umidade, você controla a insolação, você controla a temperatura, e tudo isso favorece o desenvolvimento de doenças e de praga nessa época do ano”, explica Karla.
Wanderley Azambuja Fernandes, produtor rural, foi um dos beneficiados. Está no cultivo de orgânicos há oito meses e sofreu bastante com os prejuízos no verão passado.
“Chegou um momento no verão que a gente teve 100% de perda”, lamenta Wanderley.
Na estufa, recém instalada por técnicos da prefeitura e também do Sebrae, foram plantadas rúculas e três espécies de alface. O produtor sabe que ainda é cedo para enxergar os resultados, mas está bastante confiante.
“A gente agora pretende ganhando experiência, em investir. Porque realmente a gente acredita que seja assim uma maneira mais fácil de você ter a produção mesmo, mas segura que você conseguir produzir”, diz o produtor.
(Com informações Willian Franco, TV MS Record)


