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29 de abril de 2011 - 12h50 • Nenhum comentário

Ex-deputado estadual e ex-prefeito de Dourados Humberto Teixeira é preso

Operação Câmara Secreta
Redação MS Record

Batizada de "Câmara Secreta", a operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apimenta esse início de fim de semana no Estado. Em Dourados, quatro prisões trouxeram à tona, novamente, aquela sensação de escândalo político, um "dejavu" da operação Uragano. Até o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Dourados, Humberto Teixeira foi detido na operação.

Foram presos na manhã desta sexta-feira (29), em casa, os ex-vereadores Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior, e ainda o assessor parlamentar Rodrigo Terra e o diretor financeiro da câmara Amilton Salina.

No total, cerca de 8 mandados de busca e apreensão estão previstos, pela operação que, por enquanto, tem feito jus ao nome que recebeu de "secreta."

Foram cumpridos quatro mandados de prisões preventivas na cidade de Dourados e dez mandados de busca e apreensão, sete em Dourados, 2 em Campo Grande e um em Vicentina.

Além dos quatro mandados de prisão cumpridos, foi preso também o ex-deputado e ex-prefeito de Dourados, Humberto Teixeira. Não havia mandado de prisão contra ele, mas em uma das buscas no sítio dele em Vicentina, a polícia encontrou armas sem registro. E por isso o ex-deputado e ex-prefeito Humberto Teixeira foi preso por porte ilegal de armas. As informações são do comandante da operação, major Carlos Silva.

As investigações começaram no fim do ano passado, com base em depoimentos de cinco ex-servidores comissionados da Câmara Municipal de Dourados que denunciaram um esquema de fraudes na contratação de empréstimo consignados.

De acordo com as declarações, os servidores foram nomeados pelo então presidente da câmara Sidlei Alves a pedido do ex-vereador Humberto Teixeira Júnior, com a finalidade exclusiva de contratação de empréstimos consignados.

Os holerites dos servidores eram falsificados pelo diretor financeiro da Câmara de Dourados, a mando dos dois vereadores, constando valores até cinco vezes maiores do que os realmente pagos.

A Câmara atestava um salário de pelo menos R$ 5 mil, mas estas pessoas recebiam mesmo R$ 1.080. O objetivo era conseguir empréstimos maiores no banco, que poderiam chegar a pelo menos R$ 35 mil. Dois dos denunciantes eram servidores-fantasmas, nunca trabalharam na Câmara Municipal de Dourados.



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