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06 de outubro de 2010 - 11h51 • Nenhum comentário

Pesquisa aponta excesso de sal e gordura em salgadinhos de pacote

Saúde
Foto: Getty Images
R7.com / Redação MS Record

Os salgadinhos de pacote, que são bastante consumidos por crianças e adolescentes, apresentam problemas em sua composição que podem causar danos à saúde. Uma pesquisa feita pela associação de consumidores Proteste, divulgada nesta terça-feira (5), mostra que, em alguns produtos, há muita gordura e sódio - esse mineral está presente no sal e, se consumido em excesso, pode levar a doenças como hipertensão (pressão alta).

O estudo levou em conta 16 marcas de salgadinho de sabor queijo. A associação diz que, “embora haja bons produtos no mercado, eles poderiam ser produzidos com menos gorduras e menos sódio”.

O biscoito salgado Bon Gouter, fabricado pela Kraft Foods, e o salgadinho Yoki sabor pastel de queijo, por exemplo, representam, sozinhos, 24% do que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que alguém coma durante todo o dia (até 2 g). Para as crianças, essa quantidade deve ser ainda menor (400 mg até os 11 meses e 1,5 g até os seis anos de idade).

Em nota, a Yoki diz que “já está estudando mudanças para reduzir o teor deste composto [sódio] no produto”. Procurada pelo R7, a Kraft Foods não se pronunciou sobre o assunto.

A nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), especialista em adolescentes, diz que os salgadinhos devem ser evitados ao máximo, justamente por causa da grande quantidade de carboidratos, gordura e sódio.

– Quanto menos você comer, melhor. Tem criança que gosta muito, mas o ideal é comer apenas aos fins de semana ou em alguma festinha.

O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da pressão alta, doença que tem relação direta com problemas como o AVC (acidente vascular cerebral) e infartos. Outras pesquisas da Proteste já haviam indicado alta concentração de sódio em produtos como os macarrões instantâneos e os temperos prontos. Carla diz que a indústria produz alimentos assim por causa do gosto do brasileiro.

– Nós temos aquela cultura de que comida sem sal é comida de hospital. A indústria sabe disso e acaba apelando para essa característica do brasileiro, que já gosta de muito sal.

A Proteste recomenda o consumo de 25 g desses salgadinhos por dia (o que equivale a cerca de uma xícara e meia de chá). Para a nutricionista, no entanto, isso já é muito. Como os produtos analisados pela associação vêm em pacotes com 48 g a 200 g, é mais fácil a pessoa comer todo o conteúdo da embalagem e não apenas uma quantidade pequena.

Para quem quiser comer salgadinho mesmo assim, a dica é procurar pelos que sejam assados, que naturalmente têm menos gordura e sal.

Coliformes fecais e bolores

A pesquisa também analisou a higiene dos produtos. A associação constatou que “os salgadinhos também estão sendo feitos dentro de boas condições de higiene”, já que não havia coliformes totais e fecais, bolores, leveduras e salmonela nos pacotes.

Porém, houve uma exceção: o da marca Troféu apresentou todos eles (exceto salmonela), “ainda que muito baixa para pôr a saúde em risco”.

A empresa Santa Helena, fabricante do produto, informou por meio de nota que “atende às normas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]” “e discorda dos resultados apresentados”. A empresa diz que vai pedir análises de contraprova do produto.

Já no salgadinho Pippo’s, fabricado pela empresa São Braz, os testes encontraram dois problemas: informações nutricionais erradas nos rótulos e excesso de gordura saturada.

A fabricante informou que, com relação ao rótulo, os cálculos da tabela nutricional são feitos por um programa do site da Anvisa. Portanto, a empresa diz não saber por que os valores informados não conferiram.

Com relação ao excesso de gordura, o gerente nacional de marketing da empresa, Carlos Frederico Dominguez, diz que seus produtos são fabricados com óleo de palma, produto que não contém nenhum tipo de gordura.

- A gente vai analisar nosso próprio produto, porque não era pra ser esse resultado. Não temos ingredientes com gordura.

Os salgadinhos de pacote, que são bastante consumidos por crianças e adolescentes, apresentam problemas em sua composição que podem causar danos à saúde. Uma pesquisa feita pela associação de consumidores Proteste, divulgada nesta terça-feira (5), mostra que, em alguns produtos, há muita gordura e sódio - esse mineral está presente no sal e, se consumido em excesso, pode levar a doenças como hipertensão (pressão alta).

O estudo levou em conta 16 marcas de salgadinho de sabor queijo. A associação diz que, “embora haja bons produtos no mercado, eles poderiam ser produzidos com menos gorduras e menos sódio”.

O biscoito salgado Bon Gouter, fabricado pela Kraft Foods, e o salgadinho Yoki sabor pastel de queijo, por exemplo, representam, sozinhos, 24% do que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que alguém coma durante todo o dia (até 2 g). Para as crianças, essa quantidade deve ser ainda menor (400 mg até os 11 meses e 1,5 g até os seis anos de idade).

Em nota, a Yoki diz que “já está estudando mudanças para reduzir o teor deste composto [sódio] no produto”. Procurada pelo R7, a Kraft Foods não se pronunciou sobre o assunto.

A nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), especialista em adolescentes, diz que os salgadinhos devem ser evitados ao máximo, justamente por causa da grande quantidade de carboidratos, gordura e sódio.

– Quanto menos você comer, melhor. Tem criança que gosta muito, mas o ideal é comer apenas aos fins de semana ou em alguma festinha.

O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da pressão alta, doença que tem relação direta com problemas como o AVC (acidente vascular cerebral) e infartos. Outras pesquisas da Proteste já haviam indicado alta concentração de sódio em produtos como os macarrões instantâneos e os temperos prontos. Carla diz que a indústria produz alimentos assim por causa do gosto do brasileiro.

– Nós temos aquela cultura de que comida sem sal é comida de hospital. A indústria sabe disso e acaba apelando para essa característica do brasileiro, que já gosta de muito sal.

A Proteste recomenda o consumo de 25 g desses salgadinhos por dia (o que equivale a cerca de uma xícara e meia de chá). Para a nutricionista, no entanto, isso já é muito. Como os produtos analisados pela associação vêm em pacotes com 48 g a 200 g, é mais fácil a pessoa comer todo o conteúdo da embalagem e não apenas uma quantidade pequena.

Para quem quiser comer salgadinho mesmo assim, a dica é procurar pelos que sejam assados, que naturalmente têm menos gordura e sal.

Coliformes fecais e bolores

A pesquisa também analisou a higiene dos produtos. A associação constatou que “os salgadinhos também estão sendo feitos dentro de boas condições de higiene”, já que não havia coliformes totais e fecais, bolores, leveduras e salmonela nos pacotes.

Porém, houve uma exceção: o da marca Troféu apresentou todos eles (exceto salmonela), “ainda que muito baixa para pôr a saúde em risco”.

A empresa Santa Helena, fabricante do produto, informou por meio de nota que “atende às normas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]” “e discorda dos resultados apresentados”. A empresa diz que vai pedir análises de contraprova do produto.

Já no salgadinho Pippo’s, fabricado pela empresa São Braz, os testes encontraram dois problemas: informações nutricionais erradas nos rótulos e excesso de gordura saturada.

A fabricante informou que, com relação ao rótulo, os cálculos da tabela nutricional são feitos por um programa do site da Anvisa. Portanto, a empresa diz não saber por que os valores informados não conferiram.

Com relação ao excesso de gordura, o gerente nacional de marketing da empresa, Carlos Frederico Dominguez, diz que seus produtos são fabricados com óleo de palma, produto que não contém nenhum tipo de gordura.

- A gente vai analisar nosso próprio produto, porque não era pra ser esse resultado. Não temos ingredientes com gordura.

Os salgadinhos de pacote, que são bastante consumidos por crianças e adolescentes, apresentam problemas em sua composição que podem causar danos à saúde. Uma pesquisa feita pela associação de consumidores Proteste, divulgada nesta terça-feira (5), mostra que, em alguns produtos, há muita gordura e sódio - esse mineral está presente no sal e, se consumido em excesso, pode levar a doenças como hipertensão (pressão alta).

O estudo levou em conta 16 marcas de salgadinho de sabor queijo. A associação diz que, “embora haja bons produtos no mercado, eles poderiam ser produzidos com menos gorduras e menos sódio”.

O biscoito salgado Bon Gouter, fabricado pela Kraft Foods, e o salgadinho Yoki sabor pastel de queijo, por exemplo, representam, sozinhos, 24% do que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que alguém coma durante todo o dia (até 2 g). Para as crianças, essa quantidade deve ser ainda menor (400 mg até os 11 meses e 1,5 g até os seis anos de idade).

Em nota, a Yoki diz que “já está estudando mudanças para reduzir o teor deste composto [sódio] no produto”. Procurada pelo R7, a Kraft Foods não se pronunciou sobre o assunto.

A nutricionista Carla Fiorillo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), especialista em adolescentes, diz que os salgadinhos devem ser evitados ao máximo, justamente por causa da grande quantidade de carboidratos, gordura e sódio.

– Quanto menos você comer, melhor. Tem criança que gosta muito, mas o ideal é comer apenas aos fins de semana ou em alguma festinha.

O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da pressão alta, doença que tem relação direta com problemas como o AVC (acidente vascular cerebral) e infartos. Outras pesquisas da Proteste já haviam indicado alta concentração de sódio em produtos como os macarrões instantâneos e os temperos prontos. Carla diz que a indústria produz alimentos assim por causa do gosto do brasileiro.

– Nós temos aquela cultura de que comida sem sal é comida de hospital. A indústria sabe disso e acaba apelando para essa característica do brasileiro, que já gosta de muito sal.

A Proteste recomenda o consumo de 25 g desses salgadinhos por dia (o que equivale a cerca de uma xícara e meia de chá). Para a nutricionista, no entanto, isso já é muito. Como os produtos analisados pela associação vêm em pacotes com 48 g a 200 g, é mais fácil a pessoa comer todo o conteúdo da embalagem e não apenas uma quantidade pequena.

Para quem quiser comer salgadinho mesmo assim, a dica é procurar pelos que sejam assados, que naturalmente têm menos gordura e sal.

Coliformes fecais e bolores

A pesquisa também analisou a higiene dos produtos. A associação constatou que “os salgadinhos também estão sendo feitos dentro de boas condições de higiene”, já que não havia coliformes totais e fecais, bolores, leveduras e salmonela nos pacotes.

Porém, houve uma exceção: o da marca Troféu apresentou todos eles (exceto salmonela), “ainda que muito baixa para pôr a saúde em risco”.

A empresa Santa Helena, fabricante do produto, informou por meio de nota que “atende às normas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]” “e discorda dos resultados apresentados”. A empresa diz que vai pedir análises de contraprova do produto.

Já no salgadinho Pippo’s, fabricado pela empresa São Braz, os testes encontraram dois problemas: informações nutricionais erradas nos rótulos e excesso de gordura saturada.

A fabricante informou que, com relação ao rótulo, os cálculos da tabela nutricional são feitos por um programa do site da Anvisa. Portanto, a empresa diz não saber por que os valores informados não conferiram.

Com relação ao excesso de gordura, o gerente nacional de marketing da empresa, Carlos Frederico Dominguez, diz que seus produtos são fabricados com óleo de palma, produto que não contém nenhum tipo de gordura.

- A gente vai analisar nosso próprio produto, porque não era pra ser esse resultado. Não temos ingredientes com gordura.

De acordo com Carla, o óleo de palma começou a ser usado recentemente como um substituto de gordura trans e gordura hidrogenada. Por ser de origem vegetal, esse óleo não tem gordura em sua constituição. No entanto, a nutricionista afirma que ainda faltam pesquisas para saber se o consumo desse óleo ao longo do tempo provoca algum tipo de dano à saúde.



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